14 de Abril de 2008

31-03-08

Cavaleiro do apocalipse!
Cavalgando para a destruição
Aparece num ápice,
Na nossa imaginação.

Tocam as trombetas,
Alertando a sua chegada.
Abrindo-se no céu brechas
Donde sai a sua montada.

E com a sua fúria,
Para a terra limpar!
Onde passa deixa lamúria,
E pessoas a chorar!

A sua espada
Trespassa corações,
Por onde passa
Deixa más recordações…

O seu julgamento
Considerado final
Não é mais que um momento
De todo infernal…


Alimentando a nossa imaginação
A dor do passado!
Destruindo o nosso coração,
Lembrando que temos errado.

O juízo final
Somos nós que o fazemos!
Quando chamados para tal,
No momento em que morremos.

Quando partimos
Da vida carnal,
Logo decidimos
O nosso final…

As nossas recordações
São de novo activadas,
E as nossas acções
Serão contabilizadas…

As boas acções
Serão nossos créditos.
As nossas paixões
Serão nossos débitos!

Nesta contabilidade,
Da nossa existência!
Estará a nossa felicidade
Ou a nossa falência…

Neste Deve e Haver
Revemos a nossa viagem,
Ficando depois a saber
Qual será a nossa paragem!

Temos a consciência
Das faltas praticadas
Nesta existência,
E nas existências passadas

Temos de continuar a trabalhar
Para o sucesso atingir…
Continuando a estudar
Continuando a persistir…

Não podemos desistir
Apenas porque falhámos.
Temos de insistir
E continuar onde parámos…

E quando sentirmos
Que o cansaço nos apoquenta,
Devemos prevenir-nos
Contra aquilo que nos atormenta!

Procurando auxílio,
Junto de um amigo.
Não deixando que o desânimo.,
Se torne nosso inimigo…

E quando estivermos a cair,
Sem forças para continuar,
Em oração devemos pedir
A alguém para nos ajudar!

Dando a oportunidade,
A outros para evoluir.
Pois esta dificuldade
Poderá, para isso servir.

Vamos melhorar
A nossa vida.
Para não precisar
De novo repeti-la…

Afastar o cavaleiro,
Que nos virá ceifar,
No minuto derradeiro
Quando tudo terminar!

Deixando nosso Guia
Vir nos auxiliar…
Ser a nossa companhia
Na hora de desencarnar!

Para que a experiência
Não se torne dolorosa.
Deixando assim esta existência
De forma amistosa…

Sem qualquer tipo de dor
De forma natural.
Partindo para um local melhor,
Deixando para trás o umbral!

O nosso sucesso
Está nas nossas mãos
Também o Inverso
Depende das nossas acções!

Na minha juventude
Fui bravo guerreiro,
Esta minha atitude
Fez de mim arqueiro!

Quando a seta atirava
Que certeira que ela ia!
Jamais imaginava
O que isso na minha vida fazia!

Tinha prazer em matar,
Os meus inimigos
Ficando a observar
Quando ficavam feridos!

Sentia a sua agonia
Na hora de morrer,
Longe de pensar no dia…
Que a mim, isso iria suceder!

Via as suas lágrimas cair,
Nos seus últimos momentos,
Incapaz de sentir
Quais os seus pensamentos…

Incapaz de saber,
Qual a sensação
De como seria morrer,
Nesta situação?!

Quantos deixariam filhos
E mulher, por si a chorar?
Mas parecia que os seus olhos
Isso, me estavam a revelar!...

Era cruel, sem sentimentos!
Bravio com convicção!
Não deixando que bons pensamentos!
Me enfraquecessem o coração…

Mas um dia, chegou a minha vez…
Estava na hora de partir
E como eu fazia, outro me fez,
E eu acabei por socumbir!

Assim eu, o corpo deixei.
Parti para outra dimensão
E quando lá cheguei,
Logo na minha recepção,

Mostraram-me a minha vida.
Vi toda a minha crueldade,
E nestra retrospectiva
Senti grande infelicidade…

Todas as pessoas que matei
Cruel e brutalmente,
Eu lá encontrei
E senti-me doente.

Quanta dor infligi
Sem medir a consequência.
E assim sofri
A sua influência…

Sentei-me a chorar
Por todo o mal que cometi.
Propuseram-me voltar,
O que prontamente acedi…

Era a oportunidade,
Que tinha para reparar
Esta minha crueldade,
Assim resolvi regressar!

Após a preparação,
Para a nova existência.
Decidimos que a reencarnação,
Seria de obediência…

Viria como missionário
Como mensageiro do amor…
Sofrendo um calvário
Sofrendo no corpo a dor!

Partiria em missão
Evangelizando os nativos
Tentando levar ao seu coração
Palavras de PAZ e AMOR!

Passando privações,
Vivendo em tormento
Sem quaisquer lamentações,
Tentar vencer esse momento!

A justiça divina
Não me deixou desamparado.
Deixando que pelo meu Guia,
Eu fosse sempre auxiliado…

Sentia dentro do meu peito
A sua presença amiga.
Sempre por perto
Para que a tarefa fosse bem sucedida.

Muito tive de trabalhar
Para que pudesse vencer…
Quando me sentia falhar
A ele pedia para me socorrer…

Entrava em oração,
Para com ele comunicar.
E em meditação…
Lá o conseguia escutar…

Psicografia de Guilherme Fernandes





0 comentários: